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A poesia está nos olhos de quem lê... Os fins e os meios
Em horas de admiração proposital Já não disponho do meu tempo Dei-o de presente como um madrigal E hoje perambulo sozinho pelo vento
Noites sonoras te emprestam o ninar Foi quando cativaste minha alma Responsabilidade grande tu foste arranjar Por isso a multidão lança-te palmas
Como tenho medo de perder o sonho! Pois assim não te reconheceria, Eu sei, pareço um tanto estranho...
Mas não é loucura, talvez euforia, Ainda cultivo os mesmos devaneios Tu sendo os fins e também os meios.
(06/04/2010)
Escrito por Joamila Brito às 21h46 [] [envie esta mensagem] [link] Companheira
Durante os teus olhares eu rejuvenesci... Ao meu lado agora mora a solidão Tu escolheste de repente partir Sem esperar eu entender a razão
Eu sei! Tu não me deste esperança, Nunca eu diria tal absurdo Se a mantive foi como aliança Que imaginei a unir nossos mundos,
Doravante tentarei me conter Já percebo que tu tomaste outro rumo Mesmo assim não poderei esquecer
Não escondo, eu afirmo e assumo Mas contra a solidão não farei queixa Ao menos sei que ela não me deixa.
(01/03/2010) Escrito por Joamila Brito às 16h06 [] [envie esta mensagem] [link] Conversa
Sobre muitas coisas podemos conversar Posso ouvir tudo de ti Quero ainda por muito tempo te escutar Não só por você, mais por mim,
É tão difícil esquecer o que passamos Tudo foi tão forte e intenso Poderia até ser profano Mas era amor, assim penso...
E agora admiro sua conversa Esse jeito nobre de me falar Não duvido que um dia me convenças
Que ainda temos muito pra lembrar Então, senta aqui ao meu lado, Vamos saborear nosso passado. (08/02/2007)
Escrito por Joamila Brito às 21h18 [] [envie esta mensagem] [link] Hora Marcada
Meu amor pra mim não volta... Não podia pedir demissão É tão bonita nossa história Como estou agora então?
Presencio um vazio infindo E me agasalho nos travesseiros Alguns falam em destino, Ou que não o tratei com zelo.
E tu, o que me dizes tu? Que não noticiaste o motivo Nem disseste se foste ao norte ou sul
Não deixou rastro pr’eu seguí-lo Apenas acordei abandonada Sem aviso prévio ou hora marcada. (19/01/2009)
Escrito por Joamila Brito às 19h11 [] [envie esta mensagem] [link] Onde vivo de amar
Este meu esconderijo está desmoronando O céu parece mais presente agora Meu medo me tornou um cúmplice hediondo Não consigo me manter lá fora,
Contei algumas mentiras sem importância Pra me consolar durante a realidade Por mais que tentem me manter a distância Eu ainda sinto algo de liberdade.
E o meu pensamento escolheu ficar Os sonhos far-lhe-ão companhia Ambos insistem em não renunciar
Pois também você isso faria Se como eu, vivesse para amar apenas Suportando desprezo, injúrias e ofensas.
(28/12/2009) Escrito por Joamila Brito às 22h59 [] [envie esta mensagem] [link] AVANÇAR DA HORA
Prefiro o quarto escuro e vazio A enfrentar de vez a solidão Não que eu queira prestar reclamação Só desejo espantar a ferocidade do frio.
Pressinto, e mais ainda confio, Na estúpida revelação Que suplanta o que sabia de antemão Ao dia venturoso por qual porfio
A única coisa de que preciso agora É da confortadora liberdade, Mantenedora do ideal de verdade
Eu esqueço até mesmo do medo Que aparenta suave e ledo No avançado em que se encontra a hora. (18/10/2010) Escrito por Joamila Brito às 21h43 [] [envie esta mensagem] [link] ILUSÓRIOS TRANSES
Neste momento, em que o tempo me consola As nuvens se mostram como o meu pensamento A minha imaginação alcança o movimento Da abstração suave que se imola
Peço aos céus formas feito bola Quero me deslocar até o firmamento Completando assim o contentamento Com um salto perfeito de uma mola,
Quem dera que os dias transitórios Não passassem de sustos contados E os instantes dos lapsos montados
Fossem mentiras criadas por pouco Para forjar o meu estado de louco E identificar os transes ilusórios. (05/09/2010)
Escrito por Joamila Brito às 20h34 [] [envie esta mensagem] [link] Soneto de Qualquer Instante
A multidão gradativamente desapareceu Presenciei cada qual das despedidas De todos que principiaram só resta eu Que conheci a maioria dessas vidas
Estou esperando o meu momento, O frio que acomete apavora Acho que testam o desprendimento, Pelo adiantado que se mostra a hora,
Percebo um estranho pressentimento Talvez eu tenha ido mais depressa Pensando bem no sentimento
É a liberdade que se mostra à beça E não tenho um só companheiro Voltamos então ao instante primeiro. (05/08/2009) Escrito por Joamila Brito às 14h39 [] [envie esta mensagem] [link]
Contemplo-te sempre de longe E você nunca percebeu Hoje, ontem e anteontem Breves momentos de apogeu
Sinto enorme regozijo Quando noto sua silhueta Passo a ter arrepios Com seu ar de nobreza
Nem sei como tudo começou Lembro que um dia lhe avistei Um sorriso, em minha face, esboçou
Que sentimento! – eu pensei... Deve ser o tal amor que tanto ouvi, Só pensei que não pudesse existir. (11 e 14/07/2007) Escrito por Joamila Brito às 20h40 [] [envie esta mensagem] [link] Soneto de Amizade
Um motivo pra amar alguém... Pra ser sincera, nunca ouvi falar Há uma linha tênue entre querer bem E a contemplação que faz admirar
Ao fundirem-se o horizonte amplia, O céu passa a ser o Universo Parece até que antes não existia Mas o verbo se faz verso
Mais do que o movimento incessante Existe a beleza infinda da ação E dentro deste espaço intrigante
O próprio amor é agora a razão E na escrita da estrela simples, nua Nossa amizade está banhada pela lua.
(05/05 /2009) Escrito por Joamila Brito às 11h41 [] [envie esta mensagem] [link] |
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